#partiujapao_arrecada

Nos dias 6-7-8 de maio deste ano será realizado o “25th Para Synchronized Swimming Festival”, em Kyoto – Japão. A equipe Para Synchro Brazil, cujas atletas constroem o método Nado Sincronizado Inclusivo, está treinando e trabalhando para ir a este evento. A organização local ofereceu os transfers, as estadias e a alimentação completa das atletas, durante o evento. Animada com essa deferência, a equipe tem feito a sua parte para conseguir comprar as passagens. Vejam a seguir o que foi feito:

  • buffet de crepe com bingo e sorteio
  • costelada com bingo e sorteio
  • crowdfunding
  • rifas, brechó e feira do verde

O que estamos fazendo:

  • Rifa de uma camiseta do Palmeiras com assinatura de um jogador.
    • a do Corinthians foi um sucesso! Se você quiser doar uma de outro time, assinada, aceitamos!
  • Rifas diversas
  • Venda de quadros
  • No dia 17 de abril haverá um chá Bingo a partir de 14 horas, na rua Nairu, 217 na Vila Alpina, em São Paulo. Teremos um Livro de Doações, que é chamado de Livro de Ouro! A equipe estará lá!

 

Aproveite e dê uma olhada nesse vídeo!

 

Se você quiser ajudar a equipe de outra forma, seguem alguns dados:

Depósito em conta na Caixa Econômica

ag. 0251 conta corrente 793-5       Operação 003 (para conta jurídica)

Telefones de contato: (11) 9 7356 3425 ou (11) 3324 3342

A equipe Para Synchro Brasil partirá no dia 02 de maio!

Sincronizadamente, agradece

どうもありがとうございました

 

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Construção

Como mencionado anteriormente, a estrutura “Nado Sincronizado Inclusivo” está sendo construída. O sonho de várias pessoas é a base e, por isso ela é consistente. Com isso, não é muito difícil construir algo porque se tem: a boa vontade, de todos, o interesse pelo desenvolvimento, um do outro e um pelo outro, e o “desapossamento”. Assim, o resultado que tem sido mostrado não é devido a um ou outro, mas, sim, ao casamento das ideias e das ações de todos, ou seja, do investimento coletivo. Somos todos aprendizes e ensinantes nesse processo. E ainda admiradores dessa geração que vem pronta para criar uma variação divertida e inclusiva no tema da aula.  A divulgação do que temos feito de cada produto construído, é justamente para que mais pessoas entrem nessa roda de conversa e espalhem o conceito de inclusão, baseado em teoria, mas com muita prática. Para os mais temerosos, diríamos que a divulgação inibe a posse, mesmo porque, como dito, a construção coletiva é livre, aberta. O desapossamento permite que o desenvolvimento siga sem um “chefe” porque a ideia do que é para ser desenvolvido já está no grupo. As regras oficiais de Nado Sincronizado são públicas. As potencialidades das pessoas são públicas, porque são visíveis. Cada grupo tem sua característica e as estratégias serão personalizadas. Por isso não há como copiar. É preciso criar, adequar, aperfeiçoar. No universo educativo não deveria haver domínio e assim, não haveria dependência. Porque nela está implícito o sentimento de abandono. Num projeto de construção coletiva ninguém se sentirá abandonado. Todos são preparados para serem proativos e capazes de desenvolver aquilo que aprenderam. E também para serem críticos. A tecnologia da informação tem nos permitido ir longe e também ser autodidatas. Temos 3 atletas com amputação que nos mostram todos os dias que é possível ser autoditada na aquisição de uma habilidade. Alguém tem que informar (vídeo, fala) a ideia do movimento e depois informar (vídeo ou fala) o quanto está próximo ou longe do resultado esperado. Isso é construção. Registramos o que foi conseguido e não generalizamos como verdade absoluta. Assim, podemos divulgar que alguém conseguiu fazer aquilo daquela maneira. Estamos em construção e não nos desculparemos pelo transtorno. Porque ele significa que estamos em ação.

Um sonho real – por Edna Garcez

O esporte sempre foi uma  ferramenta utilizada como terapia pela AACD.

Desde que entrei para a Instituição tenho procurado incrementar esta ferramenta, utilizando todas as possibilidades que ela oferece.

Em 1990 tentamos introduzir o NS na AACD, aproveitando uma oportunidade que surgiu.

Naquele ano, uma estudante de Ed Fisica, precisava desenvolver seu TCC e nos disse que tinha um conhecimento do NS, pois, segundo ela própria, tinha sido atleta desta modalidade.

Desta forma, pensei em  unir a vontade de introduzir  esta modalidade nas terapias e o trabalho de conclusão que ela precisava apresentar à faculdade.

Decidido isto, selecionamos 3 pacientes/atletas: Veronica, Deborah e Leidiane. 2 delas com MFC de MMSS do lado esquerdo e uma com PC – Hemiplegia.

Estas meninas já nadavam, tinham biotipo semelhante e, mais ou menos, a mesma estrutura corporal , bem como vontade e interesse em aprender.

Iniciamos o trabalho e o mesmo evoluiu de maneira satisfatória, ao longo do ano, o que nos trouxe a esperança de que ele pudesse ter continuidade.

Apesar do sonho ter ficado adormecido por algum tempo, eu não tinha apagado a vontade de ir à frente com esta ideia.

Em 2012, fui convidada a levar algumas atletas de Natação da AACD ao Colégio Marista Arquidiocesano para uma apresentação do NS e, apesar de estar chovendo muito, fizemos um esforço e fomos. Foi maravilhoso, as meninas se encantaram e eu mais ainda. Tiramos muitas fotos e não perdi a oportunidade de convidar as atletas que haviam feito a apresentação para irem até a AACD, o que elas prometeram fazer em seguida.

Em 2014 fui participar de um curso de Classificação Funcional em Natação, organizado pelo CPB e logo na apresentação tive a oportunidade de falar deste sonho. Por coincidência uma participante do curso foi prontamente solicita em se oferecer a realizar este trabalho. Como eu tinha uma piscina à disposição, tinha as atletas e vontade de fazer, entendi que poderíamos começar, mais uma vez, este trabalho.

Iniciamos, como da primeira vez, com grande vontade e determinação. Selecionei as atletas, motivando-as e acreditando que desta vez iria dar certo.

Os treinos foram acontecendo, as famílias se envolvendo e participando ativamente, o grupo crescendo e tudo caminhando com resultados satisfatórios.

Sempre desenvolvi meu trabalho sob os conceitos da inclusão social e familiar, por acreditar que a reabilitação ou habilitação do deficiente depende do suporte que ele recebe do seu entorno social, a começar pela família.

Tínhamos no grupo uma paciente/atleta amputada, jovem, amiga, envolvida e envolvente, que   tem uma filha com 10 anos, com as quais já fazíamos um trabalho de inclusão familiar na Natação, pois, durante as sessões de treino, as duas nadavam, se auxiliavam e cresciam juntas.

Por este motivo as convidei para fazerem parte do grupo que iniciaria os treinamentos do NS.

Assim como neste caso, as demais pacientes/atletas foram escolhidas para participarem do grupo de NS, com base nos seguintes critérios: a disposição de participar de um grupo de um trabalho inovador, o incentivo para aprender e aperfeiçoar o domínio corporal, a leveza dos movimentos, a valorização e auto confiança, não importando o grau de sua deficiência e sim a vontade de aprender, o equilíbrio e o controle do corpo na água, já que fora dela se torna muito mais difícil esta independência de movimentos.

A empolgação de todo o grupo: atletas, técnico e familiares tem sido tão grande e tão contagiante que os treinos continuam, agora até aos sábados, na escola de Natação Muro Azul, em Moema, onde o dono é simplesmente o nosso coordenador da Musculação da Equipe de Natação e se dispôs a ceder um horário para os treinos, por também acreditar no trabalho.

Nossa primeira apresentação, como demonstração do início do trabalho, se deu, em 2015, nas piscinas do Círculo Militar de São Paulo, durante um evento de NS, organizado pela FAP.

Ainda em 2015, surgiu a primeira oportunidade de mostrar este trabalho ao mundo e, pela primeira vez o sonho se mostrou factível, demonstrando que existia uma Equipe de NS Inclusivo no Brasil , em São Paulo, na minha vida.

Naquela oportunidade, Meico a nossa técnica, a pessoa que detém todo o conhecimento, habilidade, humildade, dedicação e amor, acompanhou nossa atleta Susete Yamashiro a Taiwan, na Primeira participação e amostra ao mundo…de que tudo podemos naquele que nos dá a vida e a possibilidade de sonharmos.

Hoje temos uma equipe formada por Suzete, sua filha Stella, Verônica, Catarina, Nathalia, Emilly, Manuella, Giulia, Stephanie, Milene, Bianca e sua irmã. Como técnica, a professora Meico, assistente tecnica Bebel e eu acompanhando e selecionando as atletas, incentivando e acreditando neste sonho que se tornou realidade.

Afinal, como dizem os sábios: “Um sonho que se sonha só, é só um sonho, mas um sonho que se sonha junto é Realidade”.

Uma pessoa que não me deixa desistir e sempre está ao meu lado, fazendo o possível e o impossível para a realização dos meus sonhos, aplaudindo, empurrando e nos abraçando, quero agradecer de coração por sempre estar nos erguendo  e dizendo: tudo é possível quando acreditamos, vão em frente , lutem por aquilo em que acreditam , o sonho só começa a acontecer quando acreditamos em nós mesmos ….esta pessoa é o meu marido, Garcez. A ele meu eterno agradecimento de sempre estar me apoiando, incentivando e acreditando que estou sempre lutando para o bem , para criar oportunidades para estas pessoas que encontram no Esporte uma chance de vida, uma possibilidade de maior união e felicidade.

A Deus devo a vida, a vontade, a garra de viver e a realização deste sonho. Agradeço a ELE a coragem de não desistir e de entender que é importante  fazermos nossos Planos, aceitando os Planos de Deus em nossas vidas.

Nunca desista de seus sonhos, pois, por meio deles, você poderá fazer muitas outras pessoas felizes, como as famílias destas atletas, que agora estão descobrindo novas oportunidades, trilhando novos caminhos e voltam a sonhar novamente.

Que Deus continue a nos abençoar.

Nado Sincronizado Inclusivo

É um método de trabalho em desenvolvimento.

Preocupa-se em minimizar barreiras e assim, oportunizar a prática da modalidade sem exclusão ou segregação.

A informação prévia é um importante fator de Aprendizagem e sabe-se que a informação VERBAL pode representar uma barreira se o aprendiz não consegue entender a explicação. Portanto, foi feito um teste no aprendizado de uma figura chamada TINA usando a instrução VISUAL. As alunas assistiram o vídeo de uma pessoa executando a figura e também o vídeo de uma synchrodoll. Todas entenderam o que fazer, porém, o mais interessante é que o vídeo permitiu que cada aluna desenvolvesse a sua estratégia de como fazer, visto que a instrução verbal era mínima. Mais tarde, com o vídeo da própria execução e com auxilio da ferramenta Knovea, as alunas puderam ter um auto-feedback, comparando o seu desempenho com as correções feitas de modo verbal e gráfico.

As figuras do Nado Sincronizado convencional (NS) representam uma barreira por serem codificadas. Ou seja, elas possuem um desenho e controle especificados pela Federação Internacional de Natação (FINA). No entanto, até o momento temos conseguido fazer alterações que não descaracterizam totalmente a figura, mas que são possíveis para cada condição que temos na equipe.

Outra compreensão de inclusão tem sido pensada por Edna Garcez no sentido de ação conjunta entre membros da família e entre famílias. Assim, ações como executar uma coreografia em que, por exemplo, mãe e filha atuem juntas, e outras ações como trabalhar em equipe para alcançar uma meta têm sido incentivadas e colocadas em prática. No momento a equipe atual está trabalhando e se organizando para participar do 25º Festival de Para Nado Sincronizado, a ser realizado nos dias 7 e 8 de maio em Kyoto – Japão.

 

Eventos

Participação em 2015

I Torneio Primeiros Passos, FAP, abril.

II Torneio Primeiros Passos, FAP, maio.

I Synchronized Swimming for Athletes with Disabilities Symposium, Synchro Taiwan, junho

XIV Confraternização Paradesportiva de Natação – CONFRAPARANAT – Universidade Sã Judas Tadeu, agosto.

III Torneio Primeiros Passos, FAP, setembro.

V Campeonato Paulista de Verão, FAP, outubro.

– Apresentação de rotina livre combinada

Campeonato Brasileiro Junior e Absoluto, CBDA, novembro.

– Apresentação de rotina livre combinada

Era uma vez…

Três ex-atletas de Nado Sincronizado interessadas em ensinar essa modalidade esportiva para Pessoa com Deficiência. Uma pessoa da Associação de Assistência à Criança Deficiente – AACD procurando um trabalho de aquisição e aperfeiçoamento de habilidades motoras aquáticas que, além de melhorar a técnica natatória dos atletas, também agregasse a estética do Nado Sincronizado. O encontro acontece e Edna Garcez da AACD autoriza a aplicação do Projeto Nado Sincronizado para Todos, desenvolvido por Camila Brandão Lazzarini (fisioterapeuta, atualmente à frente do Instituto Inspiração Paradesportiva –  INSPARA), Lara Teixeira (atleta, atualmente capitã da Seleção Brasileira de Nado Sincronizado) e Meico Fugita (profissional da Educação Física, atualmente colaboradora da equipe Nado Sincronizado Inclusivo).  A equipe cresceu e queria novos desafios. A Federação Aquática Paulista -FAP interessou-se e abriu uma nova categoria no Torneio Primeiros Passos de Nado Sincronizado. O próximo passo é a entrada no rol dos Esportes Paralímpicos. Para saber mais:

Instituto Inspiração Paradesportiva

Sirenas Especiales

Synchronized Swimming for Athletes With Disabilities